quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O menino dedo-duro e a barata.

Meu título na maior vibe "filme da Disney". Mas é pra me alegrar mesmo.
Resolvi não postar nesses últimos dias por motivos curtos e objetivos: segunda foi um tédio total na minha vida, terça eu folguei e a única coisa de útil que fiz foi cortar o cabelo (que, aliás, ficou HORRÍVEL). E rolou um estresse MONSTRO no Domingo que, se eu resolvesse realmente desabafar aqui, eu poderia me comprometer. Resumo em dizer que foi o PIOR dia do meu trabalho, a ponto de um cara olhar nos meus olhos e falar pra eu fechar meu estabelecimento. Coisa tensa, não merece ser dissertada.
Enfim, hoje também não rolaram grandes emoções. Apenas a minha fidúcia (adoro palavras difíceis) do meu ódio por crianças e velhos (tirando os velhos que habitam minha família, eles são todos surpreendentemente fofos. As crianças é um geral mesmo.)

Bom, dois velhinhos resolveram jantar na Pizzaria hoje. O velho pediu uma Coca-cola zero e um beirute pequeno. A velha, uma pizza broto de mussarela (acho pobre quem pede pizza de mussarela, é a mais barata).
O velho era um arrogante. A velha, uma fresca. TODO mundo come a pizza broto no prato normal, afinal, ela é uma pizza individual. A velha fez uma cara "VOU-TE-MATAR-FILHO-DA-PUTA" quando eu entreguei a pizza no prato. Então, com aquela delicadeza irônica de todo o velho, ela me pediu um segundo prato, afinal, ela precisaria comer a pizza em algum lugar! (Quase mandei ela jogar a pizza na mesa e saboreá-la por ali mesmo).
O velho tinha certeza de que eu era burro. Tipo, muito burro. Ele repetia as coisas umas três vezes, fazia uma cara de "ai, como você é idiota" quando eu continuava olhando pra ele com cara de "q" (Óbvio... um velho repete a mesma coisa três vezes. Eu fiquei lá, esperando pra ver se ele queria algo A MAIS ou realmente tava só repetindo numa vibe "soletrando, pode repetir por favor?")
Perdi minha dúvida sobre ele ter me achado burro na hora do troco. A conta deu 24,80 e ele me pagou com uma nota de 50. POR MAIS BURRO QUE EU SEJA, eu consigo fazer continha de mais e menos rapidamente na minha cabeça louca. Logo, sabia que o troco era 25,20. Só que eu fico olhando pro caixa com cara de demente toda vez por um motivo simples: AS PESSOAS ADORAM PAGAR SUAS COMPRAS COM NOTA DE 50. Ou seja, FODE MEU TROCO. Então eu tenho que ficar calculando quantas notas de cada valor tem lá pra eu dar um troco não muito tenso pra pessoa pra não foder o meu troco. Daí eu tava vendo se eu tinha muitas notas de 10, pq daí eu daria duas de 10 ao invés de uma de 20 (sempre ajuda quando um desgraçado paga com nota de 100), ou se eu pagava com uma nota de 5 pra completar ou se dava duas de dois e quatro de 0,25 (sim, moeda de um real é raro, mas BROTA moeda de 0,25 no caixa). Enfim, sei que eu mal abri o caixa ele já berrou pra mim "25,20, viu?".
Fiz a Maitê e demorei cerca de 2 minutos pra devolver o troco. TOMAR NO CU VELHO IDIOTA. E daí ele me pediu a nota fiscal, fui abaixar pra pegar, ele já fez uma cara de "deixa, vai demorar, você é um burro" e falou "ah, aff, deixa quieto". Sim, um velho fala aff e eu sou o demente?

O que me divertiu? Bom, eles tinham classe. Sei que surgiu um gafanhoto (eu achei que era uma barata pq eu tava longe, só depois descobri que era um gafanhoto) no meio do salão e resolveu ir pra perto da velha. A cara de desespero dela foi A-MELHOR-DE-TODOS-OS-TEMPOS! Mas, como boa moça, ela não ia gritar nem falar nada. Os bons costumes não permitem. Ela olhava pra mim com cara de terror, achando que eu ia ver o bicho e ir matá-lo. Enfim, vi o bicho e me fiz de planta, fingindo que ela tava me olhando porque eu era tipo Lindo. Ah, tá.

Bom, pra finalizar a minha noite, entrou uma moça com três crianças. As crianças GRITAVAM MUITO. A mãe olhava com cara de orgulho. PORRA, SÓ FALTAVA ELA OLHAR PRA MIM E FALAR "olha, meu filho tem amígdala! Não é a coisa MAIS linda?" Se fode aí.

O que me divertiu? Ver o menor fodendo TUDO (tipo daquelas crianças iniciantes-ao-maloqueirismo que joga coca na pizza e sal no olho da mãe) e a criança mais comportada vindo TODA HORA no caixa pra dedurar a criança pra mim.
- TIO, O THÓR (olha o nome da criança, galera) JOGOU SAL NA MINHA MÃE
- TIO, O THÓR DERRUBOU COCA NA PIZZA
- TIO, O THÓR JOGOU COCA NO CHÃO

...e assim vai...

Sei que me senti querido quando ele veio me dar tchau depois que a mãe dele pagou a conta. Carência define.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Jaspion mandou um beijo

Esse blog realmente serviu pra alguma coisa: eu perceber quanta coisa BIZARRA acontece na minha vida. E olha que ainda são 17 horas!
O dia começou bem. Eu tava lindo e belo dormindo e tive de acordar pra ir trabalhar (tipo, dormi duas horas). Beleza, o mau humor já tava urrando dentro de mim; vou lá escovar os dentes. Coloco a pasta, esfrego esfrego... abro a torneira pra fazer bochecho. Normal, né? A minha felicidade foi eu abrir a torneira e NÃO TER ÁGUA!
Fui pro banheiro da minha mãe - nada. Fui pra pia da cozinha - nada. Fui no filtro - pasme, nada. Numa atitude desesperada, abri o chuveiro do meu banheiro. ELE LIGOU \o/ Consegui pegar o suficiente pra um único bochecho, e a água acabou. Agora, as 17 horas, descobri que os pedreiros fofíssimos desligaram o registro - bom senso mandou um beijo pro moço. Segundo ele, achou que todos estavam dormindo e que não teria problema avisar ninguém. Conclusão: senti gosto de pasta de dente por umas 4 horas - e olha que eu fumo!
Enfim. Peguei o carro e fui até Itu levar o outro Caio pra faculdade, pra dar aula. Até aí, normal. Tava super com sono, então a Britney veio me fazendo companhia - Gimme More (lançamento da MIX) mandou boas recordações a Itu às 9 da manhã.
Deixei-o na faculdade e, de repente, me ocorreu uma ideia brilhante: VOU FAZER UM CAMINHO ALTERNATIVO! Afinal, a coisa mais legal do mundo é fazer caminhos alternativos em uma cidade cujo os caminhos são totalmente desconhecidos.
Para a minha surpresa, eu não me perdi. Mas eu peguei bem o centrinho da cidade (que eu apelidei de 25 de março paraguaia). E, cara, foi aí que aconteceu um dos acontecimentos mais bizarros da minha vida: três pessoas, num calor desgraçado, vestidos de SUPER-HERÓI (sim, uma coisa meio jaspion, meio power ranger, mas com uma capa estranha), cada um de uma cor, anunciando as promoções do Carnê do Baú. Até aí, super natural, cada desgraçado se veste de palhaço ou de teletubbie pra divulgar um lugar, vamos inovar e colocar um SH né?
Só que o senhor Silvio (Santos) teve uma ideia mais genial do que simplesmente inovar na vestimenta dos filhos da puta que tavam fazendo propaganda: ELES PARAVAM OS CARROS! Mas, claro, não qualquer carro. Era tipo aleatório.
...
Obviamente, pararam o meu carro. "OI JOOOOOVEM! NÓS SOMOS OS 3 GUERREIROS PELO PREÇO BAIXO! Não está interessado em comprar um carnê do Baú?"

...
...
...
...

"É sério isso? Mas assim, sério MESMO?"
Silêncio constrangedor.
"É... NÃO QUER NÃO?"
"Meu... numa boa, SÉRIO?"
TIPO. Eu tava perplexo que o cara tava parando os carros numa rua do tamanho de um CU pra perguntar se o infeliz (no caso, eu) queria comprar um carnê do Baú. Ele, percebeu minha perplexidade e fez o que qualquer homem de cabeça sadia (mesmo que isso não seja muito válido pra ele, já que ele estava com aquela vestimenta roxa bafon) faria: Voltou ao texto original falando das vantagens do carnê do Baú e me deixou ir embora.
Eu fui o caminho inteiro de volta pra Salto (a caminho da Pizzaria/Restaurante) PERPLEXO. Cara, COMO ASSIM? Enfim, eu ainda to perplexo.
Enfim, cheguei no trabalho, e fui direto pra cozinha - não tava interessado em ficar no caixa hoje. Mesmo porque, depois do choque dos Jaspions, eu achei que nada mais me afetaria - e eu queria correr de coisas que pudessem me afetar. Logo, na cozinha, as coisas são mais paradas, não rola público, quase impossível dar merda... bom, pelo menos assim achava eu.
A Carol, a filha do meu sócio, estava contando que o namorado dela tem uma cobra de estimação (é, tipo, quem tem uma cobra de estimação? Ele tem.) E tem mais duas funcionárias lá: A Gi e a Silvia. Essa nem é tão legal, só é engraçado pra quem conhece a Gi: ela ficou num DESESPERO por causa da cobra, porque ela tinha PAVOR de cobra, não tocaria nunca em uma cobra...
Mas, a Gi, apesar de super eficiente, as vezes lerdeia. A Silvia, que não vale um real, começou a rir do desespero pela cobra, e solta a pérola: "Ai, Gi, todo mundo sabe que você adora pegar numa cobra".

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COMO ASSIM BRASIL? FALAR DA INTIMIDADE DOS OUTROS NA CARA DURA, ASSIM? PÁ? Enfim, eu ri.

Depois dessa, resolvi ficar no caixa. Fiquei com medo do que poderia acontecer lá dentro.
Me arrependi.
Não vou contar em detalhes. Vou apenas finalizar com os dois únicos clientes que eu atendi - o diálogo já vai sanar qualquer necessidade de explicação (os diálogos foram EXATAMENTE assim. Todas as palavras ditas estão aí:

Diálogo 1:

*menino-sulista* - Oi, moço, tens esfiha?
*eu* - Tenho sim.
*menino-sulista* - Está quanto?
*eu* - Encanto? o_O
*menino-sulista* - Es-tá quan-to?
*eu* - AH! De 1,60 a 1,80.
*amigo entrometido* - Nossa... que roubo!
*eu* - (((SILÊNCIO EMBARAÇOSO))) ...... he...
*menino-sulista* - Então fica pra próxima, obrigado.

Diálogo 2:

*eu* - E aí, senhora, gostou do almoço? =DDDDDDDDD
*senhora-mal-comida* - Não.


Tchau.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A vida de um viadinho DEVE ser explorada

Pois bem. Já comecei muitos blogs. Uns falando da minha vida chata, quando eu tinha uns 14 anos. Uns postando meus textos, que eu sempre os julguei ótimos (aham, Cláudia). Agora, estou com um blog de cozinha (www.cozinhadedois.com.br) que terá seu primeiro post na segunda-feira, e esse. Não, minha vida não se tornou mais interessante desde os meus 14 anos. Mas, algumas coisas acontecem. E, por que não relatar? Esse é só um post de apresentação. Amanhã a gente começa a escrever as coisas de verdade. Espero que gostem, comentem e se divirtam (ou chorem, a gente nunca sabe como tá o emocional de cada um)!

Beijos, Caio

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